Este cielo no es cielo. Es más que un cielo.

Posted in Salada on outubro 13, 2011 by dosmargenes

Há cada dois anos, a população de Porto Alegre ( e do estado) é jogada de cara para o rio. Passamos o ano inteiro ignorando que moramos às margens de uma laguna com horizontes largos. Viramos as costas, literalmente.

Durante dois meses a Bienal do Mercosul força a inversão do olhar. E quase não sabemos, percorrendo o cais do porto, se o motivo principal está dentro ou fora dos armazéns.

Andei com a cabeça nas nuvens nos últimos dias…

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Retrato em Preto e Branco

Posted in Salada on julho 29, 2011 by dosmargenes


Eu tive um professor de fotografia que negava veementemente  o preto e branco na fotografia de natureza e paisagem. Segundo ele, o verde da paisagem  é muito monótono pra ser traduzido em tons de cinza.

Óbvio que eu descordo completamente dele!

Fomos ao cânio Fortaleza, no Aparados da Serra, essa semana, e resolvi brincar com essa experiência. Teve sol, viração e até chuva de granizo. Olha o resultado aí embaixo.

3 guris, leões marinhos e uma estrada

Posted in Leões Marinhos, Hermenegildo e Taim on maio 17, 2011 by dosmargenes

Saímos de Porto Alegre na quinta-feira de manhã, feriado de Páscoa, rumo aos molhes da barra de São José do Norte. O objetivo era fotografar leões marinhos e encher os pulmões de ar nas vastas paisagens do Hermenegildo e Taim. Lá na ponta mais ao sul do Brasil. O que rolou?…

…Festa na estrada

Leões marinhos

De cara, 4 horas de asfalto. Eu, Flávia, Rodrigo, João Gabriel e Tales negociando espaço dentro do CrossFox e atravessando a Estrada do Inferno. No final da tarde, depois de derrapar por alguns atoleiros, chegamos. E lá estavam os leões marinhos, pesados, lentos, posando pra foto entre as pedras. É claro que o Rodrigo quis abraçar um deles…

O Chuy é lindo

Vamos deixar uma coisa bem clara. Quando falo Chuy, estou me referindo à Barra do Chuy. O free shop é sujo e parece que saiu de um filme de faroeste. Tá certo, tu paga 8 dólares por uma Freixenet que custaria 40 em qualquer dellicatesen do Brasil, mas não vale a viagem. Claro que o Rodrigo e o João se divertiram horrores e essa é a grande vantagem de estar com os guris. Eles sentam na calçada suja, se grudam num pancho e está feita a festa. De volta às grandes paisagens a Barra do Chuy vale apena ser vista. O balneário fica do lado brasileiro, mas aqui se fala pouco o português. O restaurante La Costanera é uma boa pedida para parrilla. A praia…bueno… A praia é aquilo que qualquer gaucho conhece: uma extensao de areia infinita para esquerda e cortada ao sul apenas pela barra do rio Chuy. Na verdade, a partir do Cassino até a divisa com o Uruguai é uma praia só. Uma imensidão de areia com alguns espaços ocupados e gado na praia. Vale a pena descer pela beira do mar passando pelo Hermenegildo.


Imensidão de Verde e Azul



O  Taim é isso: uma imensidão  verde e azul brilhantes de perder o fôlego, habitada por capivaras e centenas de espécies de aves que escolhem esse lugar como parada migratória.

Falando com uma amiga portenha, e tentando fazer ela entender o que é uma capivara, descobri que o nome lá é carpincho…e eles comem! Caçam e comem o bichinho. Aqui elas estão protegidas e convivem com gado e ovelhas.

É um pantanal mais luminoso, mais azul, mais verde. Deve ser o tipo de luz incidente: mais ao sul do mundo.

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São José do Norte, Brasil

Posted in Leões Marinhos, Hermenegildo e Taim on abril 22, 2011 by dosmargenes

Na fila, esperando a balsa para Rio Grande

Um guri apaixonado por leões marinhos

Posted in Leões Marinhos, Hermenegildo e Taim on abril 22, 2011 by dosmargenes

Foto da Flávia de Quadros. Ela estava fotografando leões marinhos na tarde de quinta, nos molhes de São José do Norte, quando o Rodrigo entra no quadro. Louco pra abraçar o bichinho.

Hoje vamos mais ao sul. Atravessando a balsa para Rio Grande e até o Taim.

Mais notícias em vídeos e fotos!

Astasiempre.

Mato, água e crianças assando linguiça na fogueira

Posted in Mato, água e crianças assando linguiça na fogueira on fevereiro 21, 2011 by dosmargenes

Pra quem gosta de mato e uma fogueira à beira do rio, Riozinho, município de 4500 habitantes, é um lugar perfeito. Saindo de Porto Alegre são 210km até esse paraíso de mata atlântica e mais de 14 cachoeiras.

Fazia quase 10 anos que eu não voltava.Nesse fim de semana resolvemos. Eu, a Flávia, Rodrigo, João Gabriel e mais o parceirão Guilherme nos tocamos pra estrada. O lugar não mudou muito nos últimos anos. Chegando na cidade, pergunte pelo Conduto e a cascata do Chuvisqueiro. Há um camping bem popular no conduto, com muita gente bebendo, ouvindo música alta…um inferno. Passe reto! Atravesse o rio uma vez, depois por cima da barragem…uma…duas vezes… Após 30 minutos de caminhada na mata, uma queda d´água com piscina natural vai ser o presente pro descanso. Tire a mochila das costas e simplesmente desfrute. Há vários locais pra se montar acampamento e acender a fogueira pra passar a noite ouvindo o rio correr,ver os vagalumes nas folhas e contar histórias.

Fotos: Cristiano Sant´Anna e Flávia de Quadros

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Dípticos Sobrepostos

Posted in Dípticos Sobrepostos on agosto 21, 2010 by dosmargenes

Fotografias de Cristiano Sant´Anna

O século XXI se consolida como a era da imagem. As novas tecnologias de captação e difusão digitais criaram uma profusão de fotografias nunca vista. Qualquer acontecimento, em qualquer parte do mundo, não está imune ao registro de um fotógrafo, um cinegrafista, um curioso com um celular. Nesse contexto de produção frenética, somos bombardeados com imagens a todo instante pelo jornal, internet,ou na rua. Isso anestesia a visão. O espectador lê a fotografia como quem folheia as páginas de um livro. Identificando palavras, letras, mas sem absorver o sentido do texto.

Quando sobrepomos imagens antagônicas como um ritual ao deus sol e uma máquina num lixão, criamos essa confusão de leitura. Uma terceira imagem que é a fusão dos elementos das duas originais, mas não uma montagem. A sobreposição guarda a diferença entre as fotos. E confunde, dificulta. O leitor tem que observar com tempo, se aproximar. Fazer um exercício de separação para identificar o que é de uma ou outra. Essa imersão gera apropriação. Sebastião Salgado diz que a fotografia em preto e branco possibilita um entendimento maior do espectador, porque este tem que fazer um exercício mental de inserção da cor. O exercício que propomos aqui é de separação. Imaginar, abstrair, o que é uma e outra imagem.